segunda-feira, 27 de julho de 2009

A Nova Gripe





A gripe suína, Influenza, H1N1, gripe A, nova gripe ou qualquer outra coisa que denomine essa nova onda de mortes que ocorrem globalmente. É dela que gostaria de falar, de forma brevíssima, hoje com os senhores.

Qual é a dessa gripe?, permita-me a expressão. Devemos temer-la realmente? Cuidado devemos cuidar, evidentemente, mas não é pânico demais? De verdade não sei, hein. Estou, de fato, perguntando.

Hoje morreram mais 6 pessoas por causa dela, em SP e Paraná. Sendo assim, SP lidera o ranking brasileiro de mortes pela nova doença.

Li em certo blog uma estória, que pode parecer boba e sem sentido, mas talvez valha a pena ler, nem que seja para pensar 'humm, não, nada a ver'. Segue:

"Em uma certa manhã, a Morte estava adentrando uma cidade. O sentinela de guarda perguntou à Morte:
-O que você veio fazer aqui?

A Morte respondeu:
-Eu vim para levar CEM pessoas.

-Isso é horrível!!! - disse o sentinela.

-É assim que é, isto é o que eu faço. - explicou a morte.

O sentinela gritou para alertar ao maior número de pessoas que ele podia na cidade sobre o plano da Morte.
Entretanto, MIL pessoas morreram durante aquele dia.

Quando a noite caiu, a Morte estava retornando, e o sentinela a perguntou:
-Você me disse que iria levar CEM pessoas, por que MIL morreram???

A Morte respondeu:
-Eu mantive minha palavra. Eu só levei CEM pessoas. A Preocupação e o Medo levaram as outras!"


Claro que devemos tomar as devidas providências, principalmente as sugeridas pela OMS e pela Secretaria da Saúde

Mais uma vez a Natureza nos mostra o quão despreparados estamos para enfrentar as coisas. A OMS já avisou: não há vacinas para todos. E vem a pergunta: quem serão os escolhidos para serem 'salvos'? A gripe não é nova. É o mesmo vírus da famosa gripe espanhola, dizem os entendidos do assunto. Descuidamos, e ele evoluiu e agora nos mata. Natureza ganha mais uma. E continuamos achando que sabemos/podemos/temos tudo.

Curaremos essa doença, temos certeza. Em breve ou a médio prazo. E aí voltaremos a prepotência. Até que a Natureza volte. E ele não costuma repetir. Vem em diferentes formas: tsunami, furacão, terremoto, doença.

E nós? Queimamos árvores, importamos/exportamos lixo, engordamos gansos para fazer patê, jogamos lixo no rio. E esperamos para mudar isso tudo. Esperamos, esperamos, esperamos, esperamos...esperamos o quê?

Bom, só coloquei uma idéia na mesa. Pense, reflita e expresse sua opinião. Aqui, no trabalho, no futebol, na cerveja com os amigos. Sobre a gripe, sobre o Sarney, sobre o Irã, sobre o Obama, sobre os ônibus fretados, sobre a vida!

Um forte abraço,


@Thiago Vendramini

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Acontecimento na USP

Primeiramente um vídeo.



Agora um pequeno texto, com a visão de um dos professores.
Prezados colegas,

Eu nunca utilizei essa lista para outro propósito que não informes sobre o que acontece no Co (transmitindo as pautas antes da reunião e depois enviando relatos). Essa lista esteve desativada desde a última reunião do Co porque o servidor na qual ela estava instalada teve problemas e, com a greve, não podia ser reparado. Dada a urgência dos atuais acontecimentos, consegui resgatar os emails e criar uma lista emergencial em outro servidor. O que os senhores lerão abaixo é um relato em primeira pessoa de um docente que vivenciou os atos de violência que aconteram poucas horas atrás na cidade universitária (e que seguem, no momento em que lhes escrevo – acabo de escutar a explosão de uma bomba). Peço perdão pelo uso desta lista para esse propósito, mas tenho certeza que os senhores perceberão a gravidade do caso.

Hoje, as associações de funcionários, estudantes e professores haviam deliberado por uma manifestação em frente à reitoria. A manifestação, que eu presenciei, foi completamente pacífica. Depois, as organizações de funcionários e estudantes saíram em passeata para o portão 1 para repudiar a presença da polícia do campus. Embora a Adusp não tivesse aderido a essa manifestação, eu, individualmente, a acompanhei para presenciar os fatos que, a essa altura, já se anunciavam. Os estudantes e funcionários chegaram ao portão 1 e ficaram cara a cara com os policiais militares, na altura da avenida Alvarenga. Houve as palavras de ordem usuais dos sindicatos contra a presença da polícia e xingamentos mais ou menos espontâneos por parte dos manifestantes. Estimo cerca de 1200 pessoas nesta manifestação.

Nesta altura, saí da manifestação, porque se iniciava assembléia dos docentes da USP que seria realizada no prédio da História/ Geografia. No decorrer da assembléia, chegaram relatos que a tropa de choque havia agredido os estudantes e funcionários e que se iniciava um tumulto de grandes proporções. A assembléia foi suspensa e saímos para o estacionamento e descemos as escadas que dão para a avenida Luciano Gualberto para ver o que estava acontecendo. Quando chegamos na altura do gramado, havia uma multidão de centenas de pessoas, a maioria estudantes correndo e a tropa de choque avançando e lançando bombas de concusão (falsamente chamadas de “efeito moral” porque soltam estilhaços e machucam bastante) e de gás lacrimogêneo. A multidão subiu correndo até o prédio da História/ Geografia, onde a assembléia havia sido interrompida e começou a chover bombas no estacionamento e entrada do prédio (mais ou menos em frente à lanchonete e entrada das rampas). Sentimos um cheiro forte de gás lacrimogêneo e dezenas de nossos colegas começaram a passar mal devido aos efeitos do gás – lembro da professora Graziela, do professor Thomás, do professor Alessandro Soares, do professor Cogiolla, do professor Jorge Machado e da professora Lizete todos com os olhos inchados e vermelhos e tontos pelo efeito do gás. A multidão de cerca de 400 ou 500 pessoas ficou acuada neste edifício cercada pela polícia e 4 helicópteros. O clima era de pânico. Durante cerca de uma hora, pelo menos, se ouviu a explosão de bombas e o cheiro de gás invadia o prédio. Depois de uma tensão que parecia infinita, recebemos notícia que um pequeno grupo havia conseguido conversar com o chefe da tropa e persuadido de recuar. Neste momento, também, os estudantes no meio de um grande tumulto haviam conseguido fazer uma pequena assembléia de umas 200 pessoas (todas as outras dispersas e em pânico) e deliberado descer até o gramado (para fazer uma assembléia mais organizada). Neste momento, recebi notícia que meu colega Thomás Haddad havia descido até a reitoria para pedir bom senso ao chefe da tropa e foi recebido com gás de pimenta e passava muito mal. Ele estava na sede da Adusp se recuperando.

Durante a espera infinita no pátio da História, os relatos de agressõesse multiplicavam. Escutei que a diretoria do Sintusp foi presa de maneira completamente arbitrária e vi vários estudantes que haviam sido espancados ou se machucado com as bombas de concusão (inclusive meu colega, professor Jorge Machado). Escutei relato de pelo menos três professores que tentaram mediar o conflito e foram agredidos. Na sede da Adusp, soube, por meio do relato de uma professora da TO que chegou cedo ao hospital que pelo menos dois estudantes e um funcionário haviam sido feridos. Dois colegas subiram lá agora há pouco (por volta das 7 e meia) e tiveram a entrada barrada – os seguranças não deixavam ninguém entrar e nenhum funcionário podia dar qualquer informação. Uma outra delegação de professores foi ao 93o DP para ver quantas pessoas haviam sido presas. A informação incompleta que recebo até agora é que dois funcionários do Sintusp foram presos – mas escutei relatos de primeira pessoa de que haveria mais presos.

A situação, agora, é de aparente tranquilidade. Há uma assembléia de professores que se reuniu novamente na História e estou indo para lá. A situação é gravíssima. Hoje me envergonho da nossa universidade ser dirigida por uma reitora que, alertada dos riscos (eu mesmo a alertei em reunião na última sexta-feira) , autorizou que essa barbárie acontecesse num campus universitário. Estou cercado de colegas que estão chocados com a omissão da reitora. Na minha opinião, se a comunidade acadêmica não se mobilizar diante desses fatos gravíssimos, que atentam contra o diálogo, o bom senso e a liberdade de pensamento e ação, não sei mais.

Por favor, se acharem necessário, reenviem esse relato a quem julgarem que é conveniente.

Cordialmente,

Prof. Dr. Pablo Ortellado
Escola de Artes, Ciências e Humanidades
Universidade de São Paulo

Agora, algumas notícias veiculadas em portais, cada uma com seu respectivo link.

Link com fotos do acontecimento no UOL.
Para entender (superficialmente) os motivos da greve.

Reportagem da Folha nos momentos que aconteciam as coisas.

Um breve comentário a respeito. Não tentarei ser imparcial (isso é impossível), mas apenas expor alguns pontos que pareceriam pertinentes à conversa. Antes ainda, um pequeno vídeo de 40 segundos.


Não se pode mais depois de vê-lo jogar a culpa apenas ou na polícia ou na reitora, ou em quem quer que seja. Os estudantes cometeram abusos. Não vendo os encurralados como militares, mas como homens, é inadmissível que estejam dessa maneira acuados por outros homens, com dedos apontados para suas caras, ou com gritos (quer queira quer não) contra suas pessoas. 

Ao mesmo tempo, colocar a atitude da PM como correta seria insano, pois é evidente que passaram do ponto. A manifestação pode ter extravasado em momentos, e isso a caracterizaria como uma passeata menos pacífica. Mas também não chegou ao ponto de merecer bombas de gás e balas de borracha, e ainda por um tempo tão prolongado. É inadmissível da mesma maneira que professores levem spray de pimenta.

Mas analisemos o que causou essa movimentação: cronologicamente, a demissão do diretor do SINTUSP, Claudionor Brandão; o pedido de aumento; a greve; a breve invasão da reitoria; a chegada dos policiais militares com ordem judicial de reapropriação; e a manifestação de professores e alunos quanto à presença destes na USP; a manifestação; o abuso dos estudantes; o abuso dos policiais.  Enfim, pode ser que falte algum dado no meio dessa breve lista, mas para onde quero chegar, ela está ok.

Há uma cultura esquerdista de greve presente nas frentes sindicais, bem como nos movimentos estudantis, que chegaram ao ponto da caricatura. Assistir a uma assembléia geral dos estudantes da USP é uma experiência interessante para se perceber isso. A exaltação dos estudantes, que gritam e gesticulam ao microfone como se estivessem falando do holocausto nazista (mas que muitas vezes não passam da "burocratização da educação"), as evocações inflamadas a certas atitudes marcadas (greve e paralização), e o uso indiscriminado desses meios de protesto tornam o movimento estudantil quase uma piada. Não quero que o leitor pense que estou ridicularizando as pessoas que fazem parte dele, mas sim as atitudes a que estão acostumados, partindo universalmente de uma visão estruturalista de classes de cunho marxista, que exclui da realidade humana qualquer possibilidade não-política. É esse o grande entrave a que estão colocadas essas pessoas: estão imersos nesse universo onde tudo são "segundas intenções", e se perde o contato com a realidade imanente: que estão tratando com pessoas

E que pessoas são mais valiosas que pensamentos. O outro é mais importante que minha idéia de mundo. Indivíduos, não classes. Homens que pensam por si, sentem por si. Além do grupo. Além da instituição. E espero de verdade que em algum momento se abram para perceber isso.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

De volta!

É, parece que as coisas nesse país só engrenam mesmo depois do Carnaval! Infelizmente esse blog não escapou.

Desde a última postagem muitas (muitas!) coisas aconteceram. Assunto é o que não falta: agravamento da crise, fusão Itaú-Unibanco e suas consequencias, Ronaldo no Corinthians, existência do holocausto, a brasileira 'atacada' por neonazistas, eutanásia, legalização das drogas aqui no Brasil, o castelo do nosso político, Oscar, o italiano que mama nos peitos da incompetente justiça brasileira, o anúncio da retirada das tropas americanas do Iraque, acidentes areos, a nova ortografia portuguesa, o afrouxamento da Lei Seca (como era esperado), a guerra PM x Civil, recessão da economia espanhola, a morte do individuo do Palace 2, entre outras.

Mas o que mais me chama a atenção (os senhores já perceberam que eu insito demais nisso) é que casos antigos são esquecidos. Cadê o Lindemberg? Que fim deu naquele austríaco (que nos rendeu um post) que prendeu a filha por não sei quantos anos e a estuprava? Os pais da Isabela são ou não são culpados?

Hein!?

Próximo post voltamos com a corda toda!

Viva o Carnaval! Viva o pão e o circo!

Aproveitem esse sábado maravilhoso! Mas rápido que a chuva vem aí!

Abraço senhores,

@Thiago Vendramini

sábado, 29 de novembro de 2008

Reagir ou não.

Bom dia!

Talvez a notícia nem tenha chegado ao senhor. Pois ela é uma notícia que não interessa à todos, infelizmente.

Dia 21 de novembro aconteceu um incêndio na favela Alba, perto do Aeroporto de Congonhas, aqui em São Paulo. 800 pessoas ficaram desabrigadas e havia comentários da morte de uma menina de 1 ano apenas.

Eu estive alí no sábado, dia seguinte. Participo de um projeto de alfabetização, esporte e lazer pra criançada de lá. O lugar onde utilizamos para realizar as atividades também estava servindo de base para os desabrigados. Havia alí pessoas do governo alocando o pessoal e organizando as doações que chegavam.

Estava dando minha aula pra rapazeada quando dois jovens, um homem e uma menina, me pediram informações sobre onde estavam sendo recebidas as doações. Fiz questão de acompanhá-los. No breve caminho fui puxando um papo com eles. Eles eram de Higienópolis e estavam ali para saber quantas fraldas, alimentos e outras coisas básicas o desabrigados estavam precisando. Eles iam doar o necessário. Aquilo me chamou a atenção. Queria perguntar o porquê daquilo! O que faz dois jovens num sábado, sair de Higienópolis e ir até uma favela para ver se precisavam de doação? Sem contar que logo depois caiu uma chuva nervosa. Infelizmente o caminho era breve demais e o papo não teve continuidade.

Depois de tudo terminado, no caminho de volta para minha casa, voltei a pensar nisso. E convido o senhor a pensar também.

As pessoas sentem a necessidade de fazer o bem. Pelo menos cheguei nessa conclusão. E não digo 'necessidade' pelo objetivo de manter uma imagem, status, não. Alguns colocam esse desejo em prática, outros não. Não sei como essa notícia chegou a esses jovens - e nem perguntei os nomes deles! -, porque na TV não apareceu, não! As vezes as coisas chegam até nós nos dando a oportunidade da fazer o bem. E somos livres. Podemos fingir que não vemos, ou reagir.

Esses dois reagiram. Sorte dos desabrigados. E minha! Que pude ver.

Acho interessante quando famosos fazem doações em alta escala quando acontece catástrofes mundias. Lembro que o Shumacher fez uma tremenda doação para a reconstrução dos locais atingidos pelo tsunami. Quinta-feira mesmo Guga e o Massa fizeram doações em prol dos recentes acontecimentos em Santa Catarina.

Mas não sei. Penso que é mais simples, natural e eficiênte ajudarmos quem está ao nosso redor. "Amar os pobres lá da África é fácil. O cheiro deles não chega até você.", diria um amigo meu. E faz sentido. Há tantas coisas que fazer no nosso bairro mesmo, não é?

Pra finalizar, uma historinha bem curta:

Um dia uma repórter americana quis passar um dia inteiro com Madre Teresa - não se faz necessário apresentação - para ver como era o dia-a-dia dessa mulher.
No final do dia, essa reporter surpreendiado com o cotidiano da madre, diz:
-Madre, não faria isso que a senhora faz nem por U$1 milhão!
-Filha (um sorriso terno no rosto), por U$1 milhão?? Nem eu filha, nem eu!

Um forte abraço! E um ótimo sábado! Tá um dia bonito!


@Thiago Vendramini

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Fenômeno Global

Tem sido difícil para mim escrever no blog. Além do tempo, também estou com um déficit criativo. E também o fator "temas". Os sites de notícias quase só falam da crise mundial, e que me sinto muito distante desse universo para poder prosear a respeito (sou de humanas). Estava então a ponto de falar da previsão do tempo, mas aí me toquei de que havia um tema ainda não abordado: Barack Obama.

Eleito novo presidente dos Estados Unidos, Obama foi não só o homem da popularidade lá, mas também pelo resto do globo. O número de imagens dele no oriente, na europa, em capas de revistas, camisetas de não americanos, bonés, etc. é algo interessante enquanto fenômeno social. Se tem proclamado em alguns lugares que essa crise seria o fim da hegemonia americana no mundo, mas ao que parece, essa "hegemonia" está muito além da economia. Mas será esse o único motivo desse "SuperObama"? Vejamos...

A era da informação está a todo vapor, com cada vez mais recursos para a posse de informações instantânea do globo inteiro. Há também o novo meio comunicacional da blogosfera (termo bastante controverso...), onde você não mais precisa ser especialista no assunto para discorrer sobre ele (e atualmente, os japoneses mostraram que nem gente precisa ser). Através desses novos paradigmas midiáticos, o alcance da imagem de Obama foi próximo à "onipresença"! Todos que tinham pelo menos acesso à televisão conheciam esse nome e essa figura. E como se formou essa opinião sobre sua personalidade? Como Obama foi chegar ao posto de salvador do mundo? Eu aponto um dos motivos de forma bastante segura e sem medo de ofender alguém no seguinte: Obama é afro-americano.

E tenho certeza que o leitor concorda. Ele representa a minoria, representa os excluídos, e representa a mudança (inclusive usada como slogan para sua campanha). E essa força chegou a tal ponto que quando ganhou, pessoas que votaram em McCain ficaram com vergonha de o dizer, pois este ficou com a cara da burocracia estagnada e elitista do governo anterior. 

Tudo isso chama a atenção também para a questão do racismo nos Estados Unidos e no mundo, que poderia ser entendido não só como racismo, mas toda forma de discriminação, tema também usado por Obama de forma "discreta" no seu discurso da vitória. Sobre isso, seguem alguns links sobre: Neonazistas que queriam a cabeça do presidente, A inexistência do Obama Britânico, Diversidade que elegeu obama, e tendência à "tolerância racial" (essa expressão usada pelo jornal é horrível... Tolerar está no limite do expressar desgosto, o que de fato possui conotações também racistas). E mais um link bastante interessante sobre um dos piores problemas que Obama terá que enfrentar como presidente... 

Peço desculpa pela superficialidade do post. Há diversos outros fatores que influenciaram na formação da imagem do presidente, como as diferenças entre democratas e republicanos, sua origem, suas propostas, as mídias, o seu concorrente, etc., mas que, além de eu sei incapaz de tratar delas de forma satisfatória, comeriam demasiado tempo do nosso ocupado leitor.

@Eduardo Kasparevicis

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A liberdade de ver os outros

Estimados,

hoje convido-os a leitura de um texto espetacular. Pelo menos ao meu ver. O texto é de David Foster Wallace. Foi o discurso da formatura de sua turma na faculdade. Como é grande (duas páginas e meia no Word), passo o link onde a revista Piauí postou. O título do texto é "A liberdade ver os outros".

O interessante - e fundamental! - é que, aos 46 anos, ele se matou enforcando-se. E justo neste discursso ele fala sobre a morte e sobre o desespero que as pessoas passam pela vida. Mas em nenhum momento falou sobre o dele. Pelo contrário.

Enviei esse texto por e-mail a uma pessoa que amo muito (essas últimas duas palavras poderiam ser dadas com inútil ao post, mas não para mim) e ela me respondeu assim:

"Legal, Tico[um carinhoso apelido que levo há algum tempo].
Tem o grande mérito de ser um alerta para todos. Mas parece que foi mesmo um grito de desespero, de quem passou do ponto e já não podia mais voltar. O suicídio foi anunciado. A Verdade (com V maíusculo) sem a perspectiva da eternidade leva a um beco sem saída, não tem sentido que satisfassa.
Beijos"

'iQue fuerte!', diria algum espanhol.

De fato. Fortíssimo!

Desde que li esse texto, uso-o como apoio, entre outros, para um post (talvez não um post já que, pelo jeito, vai ficar um pouco extenso. Também por isso a minha demora em postar aqui no blog) sobre 'A consciência'. Lendo assim o título "A consciência" pode parecer um pouco sombrio e até assustador (haha), mas não direi nada do que o senhor não saiba.

Mas voltando ao texto de Wallace, transcrevo uma situação colocada por ele. Analisemos. É um pouco extenso, mas, por favor, leiam! Não irão se arrepender.

Você acordou de manhã, foi para seu prestigiado emprego, suou a camisa por nove ou dez horas e, ao final do dia, está cansado, estressado, e tudo que deseja é chegar em casa, comer um bom prato de comida, talvez relaxar por umas horas, e depois ir para cama, porque terá de acordar cedo e fazer tudo de novo. Mas aí lembra que não tem comida na geladeira. Você não teve tempo de fazer compras naquela semana, e agora precisa entrar no carro e ir ao supermercado. Nesse final de dia, o trânsito está uma lástima. Quando você finalmente chega lá, o supermercado está lotado, horrivelmente iluminado com lâmpadas fluorescentes e impregnado de uma música ambiente de matar. É o último lugar do mundo onde você gostaria de estar, mas não dá para entrar e sair rapidinho: é preciso percorrer todos aqueles corredores superiluminados para encontrar o que procura, e manobrar seu carrinho de compras de rodinhas emperradas entre todas aquelas outras pessoas cansadas e apressadas com seus próprios carrinhos de compras. E, claro, há também aqueles idosos que não saem da frente, e as pessoas desnorteadas, e os adolescentes hiperativos que bloqueiam o corredor, e você tem que ranger os dentes, tentar ser educado, e pedir licença para que o deixem passar. Por fim, com todos os suprimentos no carrinho, percebe que, como não há caixas suficientes funcionando, a fila é imensa, o que é absurdo e irritante, mas você não pode descarregar toda a fúria na pobre da caixa que está à beira de um ataque de nervos. De qualquer modo, você acaba chegando à caixa, paga por sua comida e espera até que o cheque ou o cartão seja autenticado pela máquina, e depois ouve um “boa noite, volte sempre” numa voz que tem o som absoluto da morte. Na volta para casa, o trânsito está lento, pesado etc. e tal. É num momento corriqueiro e desprezível como esse que emerge a questão fundamental da escolha. O engarrafamento, os corredores lotados e as longas filas no supermercado me dão tempo de pensar. Se eu não tomar uma decisão consciente sobre como pensar a situação, ficarei irritado cada vez que for comprar comida, porque minha configuração padrão me leva a pensar que situações assim dizem respeito a mim, a minha fome, minha fadiga, meu desejo de chegar logo em casa. Parecerá sempre que as outras pessoas não passam de estorvos. E quem são elas, aliás? Quão repulsiva é a maioria, quão bovinas, e inexpressivas e desumanas parecem ser as da fila da caixa, quão enervantes e rudes as que falam alto nos celulares. Também posso passar o tempo no congestionamento zangado e indignado com todas essas vans, e utilitários e caminhões enormes e estúpidos, bloqueando as pistas, queimando seus imensos tanques de gasolina, egoístas e perdulários. Posso me aborrecer com os adesivos patrióticos ou religiosos, que sempre parecem estar nos automóveis mais potentes, dirigidos pelos motoristas mais feios, desatenciosos e agressivos, que costumam falar no celular enquanto fecham os outros, só para avançar uns 20 metros idiotas no engarrafamento. Ou posso me deter sobre como os filhos dos nossos filhos nos desprezarão por desperdiçarmos todo o combustível do futuro, e provavelmente estragarmos o clima, e quão mal-acostumados e estúpidos e repugnantes todos nós somos, e como tudo isso é simplesmente pavoroso etc. e tal. Se opto conscientemente por seguir essa linha de pensamento, ótimo, muitos de nós somos assim – só que pensar dessa maneira tende a ser tão automático que sequer precisa ser uma opção. Ela deriva da minha configuração padrão. Mas existem outras formas de pensar. Posso, por exemplo, me forçar a aceitar a possibilidade de que os outros na fila do supermercado estão tão entediados e frustrados quanto eu, e, no cômputo geral, algumas dessas pessoas provavelmente têm vidas bem mais difíceis, tediosas ou dolorosas do que eu. Fazer isso é difícil, requer força de vontade e empenho mental. Se vocês forem como eu, alguns dias não conseguirão fazê-lo, ou simplesmente não estarão a fim. Mas, na maioria dos dias, se estiverem atentos o bastante para escolher, poderão preferir olhar melhor para essa mulher gorducha, inexpressiva e estressada que acabou de berrar com a filhinha na fila da caixa. Talvez ela não seja habitualmente assim. Talvez ela tenha passado as três últimas noites em claro, segurando a mão do marido que está morrendo. Ou talvez essa mulher seja a funcionária mal remunerada do Departamento de Trânsito que, ontem mesmo, por meio de um pequeno gesto de bondade burocrática, ajudou algum conhecido seu a resolver um problema insolúvel de documentação.
Claro que nada disso é provável, mas tampouco é impossível. Tudo depende do que vocês queiram levar em conta. Se estiverem automaticamente convictos de conhecerem toda a realidade, vocês, assim como eu, não levarão em conta possibilidades que não sejam inúteis e irritantes. Mas, se vocês aprenderam como pensar, saberão que têm outras opções. Está ao alcance de vocês vivenciarem uma situação “inferno do consumidor” não apenas como significativa, mas como iluminada pela mesma força que acendeu as estrelas.

O bom de pegar textos assim é que eles dispensam comentários. São riquíssimos!

Para quem vive em São Paulo, como eu, não é difícil de imaginar a situação. Eu tenho a mamãe que não deixa a comida faltar, mas o termo "não tem comida na geladeira" pode ser muito bem substituido por "pegar a filha na escola", "passar na casa de um amigo para ajudá-lo a estudar", "comprar pão", "devolver o filme na locadora" e assim vai.

A todo momento somos exigidos de algum modo. Às vezes por coisas simples, outras por grandes dificuldades. O importante é jamais acharmos que somos as vítimas da história e que os outros estão conspirando contra nós.

Sempre achamos que a vida dos outros é moleza e a nossa um osso duro de roer.

Um dia um amigo meu me falou em tom de brincadeira, mas guardei a expressão: "Você só vê as pingas que eu tomo, mas meus capotes não!"

De fato. Pimenta no olho do outro é colírio!

Não tenho muito o que acrescentar ao texto do Wallace, vale a pena ler outra vez. E outra.

Um abraço!

@Thiago Vendramini

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A arte vazia

Senhores, hoje inauguramos um novo estilo de postagem aqui do blog. Agora iremos convidar, esporadicamente, alguns leitores para escrever e, de algum modo, passar uma idéia crítica para os senhores. Hoje abrimos caminho para Paulo Augusto.


Um abraço, Thiago Vendramini


Antes de mais nada, agradeço o novo espaço para discutir fatos e pensamentos aqui com vocês. Sou leitor assíduo do blog e, sendo o Thiagão leitor do meu, trocamos idéias e inspirações para tentar passar alguma coisa de relevante para nossos leitores. Então vamos lá, linguagem minimamente culta e nada de palavrões, foi o que me pediram. Pois bem, falemos de Arte então!

A 28ª Bienal de São Paulo nem bem começou (Domingo 26/10) e sua característica de “Bienal do Vazio” já foi alvo de ataque de pichadores. A notícia é do Estadão , mas resumidamente, 40 jovens entraram na exposição como visitantes comuns e picharam boa parte do 2° andar da obra de Oscar Niemeyer, que este ano se encontra vazia propositadamente. Não é a primeira vez que uma exposição artística sofre ataques dessa natureza. Liderados por Rafael Guedes Augustaitiz, ex-aluno da escola de Belas Artes de São Paulo (acaba de ser expulso), o grupo de estudantes já havia protestado em forma de piche na própria faculdade de Belas Artes e na Galeria Choque Cultural. À primeira vista, o ato de vandalismo pode chocar, porém a atitude foi aplaudida nas três vezes que o grupo agiu. Não acho que o vandalismo seja a melhor forma de protesto, mas, porque diabos tinham que deixar um andar inteiro do prédio que recebe a semana mais importante da Arte no Brasil inteiramente vazio?? Isso passa a nítida impressão que não se criam formas relevantes de expressões artísticas suficientes para esgotar a capacidade do local. Será verdade?? Será que atingimos um nível de ignorância tão assustador assim? O grupo de pichadores quer nos mostrar que não! Quer nos mostrar que a criação artística está aí inserida na sociedade e que a administração da Bienal não foi competente para descobri-la. A função da Bienal não é consolidar artistas já consagrados, é sim apresentar para os visitantes o que há de mais novo, as vertentes mais recentes das propostas de vanguarda.

Visitarei a Bienal sim, e com certeza o 2° andar será o que disponibilizarei mais interesse, não porque considere o piche uma forma bela de arte, mas porque ali está o estado bruto do protesto de todo uma comunidade artística que ainda busca seu espaço, que nada mais é (ou deveria ser) do que a idéia inicial e central da Bienal de São Paulo. Mesmo que não concorde comigo, não deixe de visitar a Bienal, é um dos poucos eventos culturais gratuitos que é divulgado aqui em São Paulo. O evento começou dia 26 de Outubro e vai até dia 6 de Dezembro, de terça a domingo das 10h até ás 22h, no Pavilhão da Bienal no Ibirapuera. È um daqueles acontecimentos que desperta o interesse das pessoas a buscarem maior aproximação com a Cultura e as diversas formas de Arte (não só a cada dois anos).

Se pesquisar um pouco vai ver que São Paulo é um turbilhão de Artistas e Criadores, totalmente acessíveis o ano inteiro, apresentando trabalhos de extrema qualidade. Uma ajuda para você iniciar sua pesquisa: http://www.catracalivre.com.br/. Quase tudo de graça, espalhados por toda a cidade. E a Bienal com um andar inteiro vazio......

@Paulo Augusto

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Moradores de rua também são gente



Talvez hoje eu esteja fugindo do tema do blog. Talvez não, pois trata-se de um fato pensado, com quisá um cafezinho para acompanhar...
Nosso co-redator, Thiago Vendramini, e colegas seus criaram um projeto bastante interessante e inusitado para lidar com o problema da exclusão social. Trata-se de sempre que deparar com um mendigo na rua, reservar alguns minutos para conversar com ele. Sim, simples assim, conversar! Instigante não? Mas onde está a grandiosidade nesse ato? Ou qualquer pequeno mérito que seja? Hum, não é difícil achar...
O indigente é visto pela sociedade como um problema. Ele é o problema. Onde podemos verificar isso é na ação de determinado prefeito de São Paulo para impedir que moradores de rua dormissem debaixo do viaduto que dá acesso à Av. Paulista vindo da Dr. Arnaldo: chapiscou o piso para tornar incômoda sua soneca. O que se tira disso daí? Que além de ser o problema, este problema é jogado de lado via medidas inconsistentes, que não apenas nada resolvem, como demonstram a desumanização a que estes homens estão sujeitos (sim! são homens!). Não são cidadãos, não têm o direito nem de permanecer onde lhes apetece (ou onde lhes sobra lugar). E o fato de não serem cidadãos e não votarem, não há planejamento algum para eles, pois não rendem votos.
Essa desumanização chega a tal ponto que não são mais atores no teatro da vida, mas mera parte do cenário, usados de forma caricaturesca ou descartados como sujeira do "stage" (afinal, mendigos não combinam com a paisagem da Av. Paulista, coração econômico do Brasil!).
Essa atitude desse grupo de jovens não é nada senão re-humanizar esses homens, dar-lhes de novo, ao menos por alguns momentos, o direito a ter uma história, uma vida, opinião, voz, sentimentos... A ser gente de novo. E, devo dizer, talvez seja isso que eles mais necessitem, pois enquanto rejeito humano, o que os impeliria de alguma forma a tentar reverter sua situação, se a sociedade a qual estão inseridos não os quer e nem ao menos notam sua presença?
Poderia contar alguns fatos que já me aconteceram u enumerar atos de vandalismo da sociedade para com estes, mas é dispensável, afinal todos já tivemos experiêcias sobre o assunto. Termino linkando algumas reportagens sobre o tema (BBC, Google Books esse eu ainda não li, mas me chamou a atenção... Talvez valha a pena, MNCMR, G1) e espero que o leitor leve-as em consideração no seu próximo café. Que este seja na presença de um amigo seu da rua, numa breve e amigável conversa.


ps.: talvez possa parecer estranho, mas encontramos diversos "tipos" (essa palavra é estranha nesse contexto... mas desculpem se meu vocabulário me limitou a essa nesse momento...) de moradores de rua, e o que o projeto engloba me parece ser o universo dos mendigos, pois há moradores de rua que são trabalhadores, ou sem-teto, e que mantêm uma vida social até certa medida.
@Eduardo Kasparevicis
Nota do Thiago: Agradeço ao Eduardo pela referêcia ao projeto, mas gostaria de deixar aqui que a idéia do projeto veio após uma conversa com meus amigos Marianna Evangelista e Peter John. Idéia que foi rapidamente comprada pela nossa colega Maria Isabel Aguiar (Bebel).
Gostaria de recomendar um vídeo de uma música do Gabriel, o Pensador que tem muito a ver com o tema. Um forte abraço, e parabéns pelo post, Dú!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O Caso Eloá

Primeiro uma constatação:
Não queria escrever sobre esse assunto. Aliás, não quero!

Mas depois que entrei no blog de um grande amigo, na verdade primo, vi que como o intuito deste blog é falarmos sobre coisas importante que acontessem na semana, vi que era obrigação, minha e do Edu, de falarmos sobre este assunto.

Mas falar o quê? "Nossa que triste!"?. Acho que é pouco e um tanto quanto simples.

Então, o quê? "É, onde estamos chegando?!?!"?. Também não.

Enfim, o quê???

Interessante o enfoque do Paulo no seu blog. Analisou o papel da mídia nesse assunto. Mas não sei. Algo me diz que eu (permitam-me) deveria ter outro enfoque. Mas qual?

Tentar entender o sequestrador? Difícil.

Tentar explicar o que passa na cabeça de uma menina para começar a namorar aos 12, 13 anos? Não é a minha área.

Então o quê?? (desculpem a insistência, mas não preparei o post, escrevo diretamente o que vêem a minha cabeça)

Criticar a ação do GATE? Creio que isso não é analisar a raiz do problema principal, o sequestro.

Simplesmente descrever o decorrer dos acontecimentos? E me esquivar de uma análise? A final, o nome do blog começa com fatos. É, meu amigo, mas logo depois vêm pensamento. E é isso me que faz parar e escrever algumas reflexões aqui. Então vamos lá.

Mas lá onde? O que eu vou falar? O que o senhor(a) falaria?

Afinal, sempre falamos palavras bonitas, reflexões profundas. Mas será que falamos com sinceridade?

Hoje foi a Eloá, ontem a Isabela, anteontem o João Hélio. E as coisas vão. Não param. Todos esses acontecimentos com certeza têm a mesma raiz, não é verdade? Nós tiramos a vida dos outros (quando digo nós me refirmo a sociedade, porque, querendo ou não, participamos desses fatos) e sempre temos justificativas: amor, stress, ódio, incompreensão, ingratidão. Como se esses substantivos nos dessem poder para tirar a vida de alguém, ou privar alguém da liberdade.

Amor.... Amor! O que leva um sujeito a matar alguém por amor?

Talvez o meu papel aqui hoje não seja transmitir uma idéia, e sim fazer o senhor formular uma idéia. Longe de mim dizer que o senhor não tenha opinião própria. Longe. Mas vamos tentar ter uma idéia diferente hoje? Vamos tentar não julgar o Lindemberg, nem o GATE, nem a Eloá, nem a PM, nem a justiça brasileira, nem o Serra, nem o Lula! Vamos achar a raíz desse problema - que está em nós! Ou pelo menos tentar!

Topa?

Abraços

@Thiago Vendramini

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Pelo bem do jantar

Senhores,

eu sei que o momento é mais propício para falarmos da crise mundial, dos pacotes assinados esses dias pelos bancos europeus, pela alta do ibovespa, do segundo turno das eleições municipais, do prêmio Cervantes ganhado pelo Lula, mas, convido-os para uma notícia que, à primeira vista, nos parece irrelevante frente às outras citadas, mas que no fundo nos trará uma paz que nos é devida e que há muito tempo somos privados. Quero falar dos call-centers, o famoso telemarketing.

A nova lei, extremamente rígida mas corretamente justa, foi assinada pelo nosso presidente Luis Inácio no dia 31 de julho e passarão a valer a partir do dia 1° de dezembro para os setores de telefonia, aviação civil, energia, bancos, transportes terrestres e planos de saúde.

Um breve resuminho das mudanças (retirado da matéria do site do Estadão de hoje):
  1. Cancelamento: O consumidor deve ter a opção de cancelar imediatamente o serviço;
  2. Prazo: Qualquer demanda deve ter resposta no prazo de cinco dias úteis;
  3. Concentração: Deve haver um canal único de atendimento para todos os serviços ou pacote de serviços oferecidos;
  4. Período: O atendimento por telefone deve funcionar 24 horas, sete dias por semana;
  5. Opção: O menu eletrônico de atendimento deve dar, logo no início, a opção de falar com um atendente;
  6. Contato: Prazo máximo de 60 segundos para contato direto com um atendente.

Com certeza o senhor ou a senhora já presenciou essa cena: Todos sentamos para comer aquele jantar prerado com amor, a esposa querendo saber como foi o dia do marido, o filho contando como foi o trabalho, a caçula contando como foi o recreio na escola, aquele clima bem familiar. De repente o telefone toca. O maridão levanta e atende. O papo na mesa continua, mas logo é interrompido porque todos olham estranhados para o pai no telefone que responde nervoso ao telefone: "Não, eu não quero mais um cartão", "Eu sei, mas eu já não pagou anuidade. Sem contar que vocês falam que não pagam mas sempre vem uma taxazinha, sim!". Ou então: "Não me interessa, eu quase não faço DDD", ou "Eu já tenho mensagens grátis", "Eu não vou assinar um contrato de dois anos só para ganhar um celular novo", "Quantas vezes eu tenho que falar que não me interessa!?!?!?". E o pai desliga o telefone. Muitas vezes na cara do sujeito - que, pensaremos mais a frente, é o menos culpado da história - e volta para mesa com a cara fechada. Pronto. Na mesa não há mais diálogo. E se há, é pra xingar o operador ou a empresa. E todos querem terminar logo a comida para poderem trocar de ar, seja com a novelinha, seja com a internet.

Aquele cara não tinha direito de te ligar! De onde ele tinha seu telefone e nome? Ué, porque se foi do banco que você já tem conta, eles já deveriam saber que você já tem cartão, ou qualquer outro produto/serviço. Se foi de outro, como eles conseguiram informações?

Vamos pensar agora na pessoa do outro lado da linha. Um sujeito que está ou no Ensino Médio ou nos primeiros anos de faculdade (aqui, geralmente de ADM, Secretariado ou Economia) que, por algum motivo necessitam de um emprego rápido. Seja por necessidade de ajudar com a economia da casa, seja pelo simples fato de querer trabalhar. Ele deve trabalhar no máximo 6 horas por dia, mais do que isso ele não aguenta (considerando um operador ativo e passivo). Recebe um fixo baixo, e suas esperanças de um bom rendimento no final do mês estão na comissão das vendas. Eles trabalham com metas. Se não as alcança por dois meses seguidos, rua! Se consegue alcançá-las por um bom tempo, seu fixo aumenta 'x' e sua meta '2x'. Resumindo, quanto mais vende mais terá que vender. Algumas empresas chamam de "oportunidade para pessoas que dificilmente teriam em outros setores", outras empresas chamam - não publicamente, claro - de "mão-de-obra barata".

E por que eles sempre ligam nos horário mais incovenientes, como almoço e jantar? Porque é mais fácil de encontrar os donos da grana em casa.

E isso se tornou comum no nosso dia-a-dia. Já faz parte da nossa rotina. Até já inventamos respostas para terminar a ligação sem contranger o rapaz. "Nós acabamos de fechar com outra empresa, desculpa, viu!?!?" Até já pedimos desculpa!!!, ou "Thiago? Não existe nenhum Thiago aqui!", "Alo?, Alo?, Não estou ouvindo!", e desligamos. E é claro que se o telefone tocar de novo, não atenderemos.

Existe um video no youtube - sarcástico -,onde o comediante Fábio Porchat (além do link, segue no final do post) nos dá instruções do que fazer quando alguém te liga oferencedo um produto, ou quando você liga querendo cancelar um serviço e eles começam com aquele blá-blá-blá sem fim. Claro que não devemos nos comportar assim, afinal o cara do outro lado da linha poderia ser nós mesmos, mas vale a pena dar uma olhadinha, é muito bem elaborado.

Bom, esse foi um post mais de desabafo do que informartivo mesmo, me desculpem.

Uma ótima tarde, noite ou dia!

E permaneçam na linha que o o operador do "Abraço!" está ocupado, e não poderá estar atendendo agora......

(musiquinha).......................

Só mais alguns segundos, senhor.....

(mesma musiquinha)..........

Abraço!



@Thiago Vendramini

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Estagiário virou gente

Demorou, mas aconteceu: todos estagiários receberão uma promoção: viraram gente. Verdade! É difícil de acreditar, mas agora o estagiário terá direitos. A nova lei, segundo a Folha Online, vinha sendo prometida há um bom tempo. O Dia Online (confesso que o nome do site não é lá muito bom... ainda mais escrito sem espaços como acontece no endereço dele...), do portal terra, nos escreve os diversos benefícios a que terão direito os estudantes:
"QUEM PODE
Poderão estagiar alunos dos ensinos Superior, Médio, Médio Técnico, Educação Especial e dos anos finais do Fundamental (na modalidade profissional da educação de jovens e adultos) " >> isso já acontecia, sem grandes mudanças...

"JORNADA
Os estágios devem ter, no máximo, 6 horas diárias e 30 semanais, exceção para os alunos da Educação Especial e dos anos finais do Ensino Fundamental, que não poderão ultrapassar 4 horas diárias e 20 horas semanais" >> ah, sim! Belas mudanças! Cansei de ver estagiários ultrapassando e muito as 8h de trabalhos habituais, e sem ganhar a mais, resultando num curso universitário sendo levado com a barriga. Com essa redução de jornada, muita coisa melhorará, inclusive qualidade de profissionais no mercado, ânimo do estagiário para trabalhar, melhor aproveitamento do curso superior, maior número de projetos paralelos ao trabalho e à universidade para enriquecer o estudante, e muitas mais coisas...

"PROJETO PEDAGÓGICO
As instituições de ensino terão que enviar ao Ministério da Educação seus projetos pedagógicos. Se não constar a necessidade de estágio, os estudantes não poderão ser contratados. “Essa é uma preocupação para nós. Se o estágio não constar no projeto pedagógico, seus alunos perderão o direito a estagiar”, destaca Seme" >> Esse é um ponto interessante. Embora muita gente perderá o direito, acabará por forçar a instituição a incluir um plano de estágio.
Mas ao mesmo tempo, há o lado do programa de ensino que não prevê estágio para que o estudante consiga se dedicar exclusivamente ao curso, conseguindo o máximo de sua formação universitária, para depois, no mercado, já estar com uma qualificação teórica e prática bastante equilibrada, diferente de muitos profissionais de mercado que conhecem as "manhas", mas ignoram os conceitos, o que fecha um circulo vicioso de falta de inovação, repetição de mecanismos muitas vezes falhos, não questionamento da profissão e seus limites, etc... O que acontece é que mesmo em cursos assim, há estudantes que necessitam trabalhar para ajudar em casa ou sustentar os próprios estudos... E aí é que está o problema... Enfim, são dois pontos a serem pensados.

"BOLSA-AUXÍLIO
Nos estágios não-obrigatórios, o estudante vai receber uma bolsa-auxílio. Durante o período de férias, ela continuará a ser pagaFÉRIAS Após um ano de estágio, o estudante terá direito a tirar 30 dias de férias " >> A bolsa auxílio é algo comum, embora ainda existam empresas sanguessugas que não a empregassem. No entanto, nesse caso aqui, o que mais chama a atenção são os 30 dias de férias. Isso sim é um luxo! E o site ainda acrescenta: "Ao completar um ano estagiando, o aluno terá direito a 30 dias de férias. E a preferência é que sejam tiradas no período do recesso escolar. " (itálico por minha conta).

"PROFISSIONAL LIBERAL
Com a nova lei, profissionais liberais de Nível Superior (com registro nos conselhos regionais), como advogados, engenheiros e outros, também vão poder contar com estudantes na empresa " >> mais um buraco de mercado preenchido. As coisas estão de fato melhorando...

Aqui, link do site Administradores.com.br e da Band para mais dois textos sobre a nova lei.

Mas uma coisa... Será que a tradição de o estagiário fazer e servir cafezinho será quebrada?...
Bom, uma tirinha bacana para alegrar e ensinar alguns macetes aos estagiários que frequentam esse blog enquanto o chefe não olha...


@Eduardo Kasparevicis

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O Brasil hoje: educação

Ainda com base nos estudo da Pnad, do IBGE, vemos algumas pequenas transformações na educação brasileira.

Numericamente, tivemos uma diminuição de 0,5% na taxa de estudantes com mais de quatro anos de idade. Além disso, nos diz que 10% da nossa população (considerando os maiores de 15 anos) é analfabeta. Esse índice nos deixa atrás de Perú, Paraguai, Bolívia e, o super desenvolvido, Suriname.

A análise de um país geralmente é feita por bases simplesmente econômicas. O Brasil tem o famoso Investment Grade, nossa economia cresce, “não seremos afetados pela crise imobiliária americana”, somos colocados no mesmo patamar de China e Índia, temos petróleo para dar e vender (mais vender do que dar, claro), e muito mais coisas, mas o brasileiro não sabe ler.

Devemos rever esse conceito de “ensino continuado”, onde nas escolas públicas não se pode reprovar um aluno (exceto por falta), mesmo não sendo aprovado nas matérias. Um amigo meu – que por acaso estuda em uma escola pública – chama de “ensino avacalhado”. Não acredito que ele tenha exagerado, não.

Bom, considerando que o nosso presidente não tem diploma, difícil exigir alguma coisa mais rigorosa na educação brasileira. Embora quem tenha a fama de enfraquecer a educação seja o PSDB, e não o PT.

Tenho o privilégio de participar de um projeto social, todos os sábados, e uma das atividades é reforço escolar. Anteontem fui dar uma ajudinha de português pra “rapaziada”. Fiz um ditado. A frase era: ‘Ontem fez sol, hoje está chovendo e amanhã vai estar nublado’. 20 minutos de aula e ninguém acertou. Há garotos ali com mais de 13 anos. É uma realidade que sabemos que existe, mas dificilmente paramos para pensar.

Bom, pelo menos paramos um pouquinho agora.

@Thiago Vendramini

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Um balanço sobre o Brasil de hoje


Senhores, as eleições municipais estão chegando. Nada melhor do que fazer um balanço sobre a nossa atual situação.


Hoje sairam algumas resportagens sobre o nosso Brasilsão. Vamos analisá-las?


O PNAD (Pesquisa Nacional de Amostras Domiciliares), órgão do IBGE, divulgou hoje que o rendimento do trabalhador brasileiro cresceu pela terceira vez consecutiva, mas diz, ainda, que ainda não superamos as perdas dos últimos dez anos. Estamos ainda 5% abaixo do número conquistado em 1997.


"A Pnad apurou também o rendimento médio real de todas as fontes (das pessoas de 10 anos ou mais de idade com rendimentos, incluindo, além da renda do trabalho, aplicações financeiras, aposentadoria, renda de aluguel e outros), que chegou a R$ 941 em 2007, com aumento de 2,7% em relação ao ano anterior. No que diz respeito ao rendimento médio real domiciliar, a Pnad apurou o terceiro aumento anual consecutivo em 2007, quando chegou a R$ 1.796,00, com ganho de 1,5% ante o ano anterior.

A alta do rendimento contribuiu para que o país registrasse em 2007 mais um pequeno avanço no índice de Gini, parâmetro internacional para avaliar as condições de vida da população. O indicador passou de 0,540 em 2006 para 0,528 em 2007. Quanto mais próximo de zero, melhor é a condição de vida de um cidadão. Em 2004, o Gini era de 0,547 e em 2005, de 0,543. " (O Estado de São Paulo)


A conclusão dos jornalistas da matéria, Jacqueline Farid, da Agência Estado, e Rodrigo Viga Gaier, da Reuters, foi simples e objetiva. Permitam-me transcrever também:

"Apesar da melhora, a concentração de renda no país permaneceu bastante aguda no ano passado, segundo a pesquisa. Os avanços mencionados, apesar de persistentes, são de baixo impacto no que se refere aos rendimentos mais baixos e mais elevados."


Ok, estamos em ritmo lento, mas não há o último passo antes do penúltimo. Nem o penúltimo antes do antepenúltimo e, também, não há .........
A concentração de renda no Brasil é um tema para se planejar a longuíssimo prazo. Claro que devemos começar uma moderniação de outras regiões, mas o resultados consideráveis não virão em 2008 nem em 2018.
Tive o prazer de visitar Roraima (por acaso o Eduardo Kasparevicis estava comigo) há, não mais, de 2 anos, e digo à todos que esperam que em 10 anos as pessoas daquela cidade tenham a mesma renda das pessoas de São Paulo, Rio de Janeiro, BH ou Porto Alegre, que esperem sentadas. Infelizmente. O atraso é absurdo. E estou falando de uma capital, hein, e não de um vilarejo.
Há, ainda, aqueles que defendem a separação Sul-Norte. Alguns desses são os mesmo que colam em seus carros a famosa frase de GV: "Brasil, amo-o ou deixe-o". Bom, cada um com a sua coerência filosófica.
Deveríamos defender a integração, a igualdade e a divisão igualitária de recursos. Mas como já disse, é um planejamento a longuíssimo prazo. Porém urgente!


OBS: Não coloquei os números direto da fonte porque não está disponível no site do IBGE, somente na loja virtual (R$60,00). Para quem se interessar, eis aí o link da loja virtual: http://www.ibge.gov.br/lojavirtual/fichatecnica.php?codigoproduto=9052


No próximo post, tentaremos falar sobre o tema do analfabetismo no Brasil de hoje


Obrigado pela paciência!


@Thiago Vendramini


quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Uma crônica das Para-Olimpíadas: Fim



Para encerrar esse ciclo olímpico com orgulho e lágrima nos olhos, apenas as páginas do UOL e do Terra comentando nossas vitórias nas paraolimpíadas.
Isso sim é gratificante.
@Eduardo Kasparevicis

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Uma crônica das Para-Olimpíadas

É uma pena que essa parte das olimpíadas não seja tão festejada quanto a primeira. O esforço aqui é muito maior, e impressionante os limítes do homem. São muitos os fenômenos que batem records, tanto nos tempos quanto na garra, na honra e na vontade!
O portal Terra continua sua cobertura dos jogos, embora de forma mais tímida agora. Mas mesmo assim, já é um estímulo aos atletas! Sorte para o Brasil, e minhas maiores felicitações e admirações a todos os outros competidores!


Esse sim é o verdadeiro show da vida!
Vale lembrar que até agora o Brasil já conseguiu 2 medalhas de ouro na natação, e estamos no começo das coisas ainda... Já posso prever muito mais pela frente!
@Eduardo Kasparevicis

quinta-feira, 21 de agosto de 2008




Não poderíamos deixar passar em branco esse fato ocorrido nesta quinta-feira.
Mas não podemos também começar a especular de quem foi o erro. Do piloto, da manutenção,da fabricante e, se estivéssemos no Brasil, a pista.
É um momento de dor. De perdas.

Acidente com aviões é fatal. Os passageiros são impotentes. De certo modo até o piloto o é.

E como se reage a um tipo de acidente como esse? Ser um funcionário da empresa, no caso Spainair, nessa hora não é fácil. Nem comento dos familiares dos mortos. Um horror.

Nada do que a empresa diga ou faça será suficiente. Ficou marcado na minha memória, e ficará por muito tempo, a imagem de um familiar de uma vítima do vôo da Gol que se chocou com o Legacy. Era um jovem de ascendência oriental que estava aguardando a lista dos mortos, e quando viu que realmente o seu querido estava morto se desfez. A reação dele é impressionante. É um choro de desespero. De impotência, de solidão. Naquele momento não havia raiva nem ódio. Havia amor. Amor à aquele que se foi. Talvez o leitor saiba de quem estou dizendo.

A Spainair fez uma referência no seu site. É pouco, mas a curtíssimo prazo é o que se tem a fazer.

É importante dizer que um brasileiro morreu nesse acidente, mas não nos esqueçamos que mais 153 vidas foram extintas.

Outro dia falamos mais das Olimpíadas, da seleção masculina e feminina. Hoje não.

@Thiago Vendramini




quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Uma crônica das Olimpíadas IV - Alegria Olímpica

Mais um post rápido.

Parabéns ao atleta afegão Rohullah Nikpai, que conquista a primeira medalha olímpica para seu país: um belíssimo bronze no taekwondo.

Dá pra ver a alegria na cara dele, e torcemos para que sua felicidade em breve seja unanimidade no seu país.

@Eduardo Kasparevicis

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Uma crônica das Olimpíadas III - Medalhista X Vencedor


É uma pena que nem todos aprendem o espírito olímpico, não é verdade?!

O lutador suéco Ara Abrahamian é um exemplo. Após ganhar a medalha de bronze, indignado com a decisão dos juízes, joga a medalha no chão, em sinal de revolta.

Enquanto isso, outros esportistas que fazem das Olimpíadas um cenário de espetáculos, vibram com oitavo, nono, vigésimo lugar. É a diferença entre um medalhista e um vencedor, plagiando um apresentador do SportTV.

E a nossa ginástica Olímpica? Um oitavo lugar inédito! Revolta? Injustiça? Não, uma promessa de uma próxima Olimpíada melhor. Essas não são medalhistas, mas são vencedoras.

Um breve post, mas com boas reflexiões, não?

Até a próxima!


@Thiago Vendramini

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Uma crônica das Olimpíadas II - O lado negro da força


Esses jogos olímpicos estão o máximo. (Fora o desempenho da nossa pátria amada que ainda não é aquela maravilha). Diversas imagens realmente marcantes, conquistas espetaculares, que se coloca em xeque o limite do homem, e exemplos vindos de todos os cantos do mundo. Menos da própria china... Como vimos, os próprios organizadores têm dado seu show à parte.

Além do "delay" que as imagens têm que ter para se poder editar, os organizadores estão fazendo questão de simplesmente apagar qualquer possibilidade de afetação da imagem do país. Começaram colocando a voz de uma garota na outra (bol, terra). Em seguida, em acidente ocorrido no jogo de basquete da Austrália e Croácia, onde um acrobata despencou da cesta e se feriu, e que os jogos demoraram mais de 48 horas apenas para falar que ele havia se machucado (globo, zero hora). Há também o caso dos fogos falsos na abertura, mas esse é tolerável... É um truque velho que a Disney usa bastante...

O fato é que a manipulação de imagem está sendo um dos destaques dessa olimpíada, que dizem se parecer muito com outra passada... Realmente, totalitarismo e espirito esportivo não combinam lá muito não...


@Eduardo Kasparevicis

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Uma crônica das Olimpíadas


Bom, o tema do post não poderia ser outro.

O leitor teve o prazer de ver o desfile de abertura? Eu assisti uma parte só. Estava em aula. No intervalo tive alguns minutos e fui conferir. Tive a sorte de pegar o final do "show" e o começo da entrada das delegações.

Com certeza o leitor já ouviu aquele chavão: "o esporte une as nações". Bom, é meio domodê, mas é a mais pura verdade.

Os chineses aplaudindo os coreanos é demais. Incrível! Aplaudindo Hong Kong. Sensacional. Aplaudindo os Estados Unidos. Inesperado. O esporte é excencial para a paz mundial.

Pena que o horários das competições para nós é um pouco (muito) ruim. Lembro que a época do Pan era excelente. Ligávamos a TV à tarde e estava passando alguma competição. Agora é só na madruga.

O esporte proporciona imagens lindas. Eu fico pasmado com a ginástica olímpica. É fisicamente impossível o que eles fazem! hahaha

E o Phelps? Uma máquina.

É muito cedo pra fazer uma análise das Olimpíadas, mas as espectativas são grandes. Cada 4 anos as competições ficam mais duras. Quem ganha com isso somos nós, que presenciamos imagem inesquecíveis.

Viva à aqueles que fazem do esporte sobrevivencia e espetáculo!

@Thiago Vendramini